O CORPO FALA: COMO COMUNICAMOS SEM DIZER UMA PALAVRA

Quando falamos em “linguagem”, o nosso pensamento imediato geralmente dirige-se à linguagem verbal, à comunicação através da palavra. No entanto, a linguagem não verbal, toda a comunicação que não envolve a palavra, permeia todas as interações humanas.
A maioria de nós já teve, com toda a certeza a experiência de se fazer entender e entender o outro, sentir emoção e comunicar sentimentos sem dizer uma única palavra. De facto, alguns estudos científicos estimam que até 80-93% da nossa eficácia de comunicação depende de pistas não verbais.
Esta forma de comunicar engloba um rico espetro de sinais: expressões faciais, gestos, postura corporal, contacto visual, tom de voz, toque físico, comportamento e movimentação no espaço espacial e até aparência ou artefactos de adorno pessoal, como a roupa e acessórios que escolhemos.
É interessante focar um olhar mais próximo, para ver o que compõe comunicação verbal.
Podemos, de forma sumária e simplificada, afirmar que ela envolve: 1) expressão facial (Sorrimos? Levantamos as sobrancelhas? Franzimos a testa? Abrimos a boca numa gargalhada?), 2) gestos (Fazemos gestos diretos e decididos? Falamos com as mãos? Apoiamos a mão na cara enquanto escutamos alguém a falar?) e 3) postura corporal e movimento (Estamos bem direitos? Encolhemos o corpo? Cruzamos os braços à frente do corpo?
Ficamos no mesmo sítio ou estamos sempre a ajeitar a posição? Se olharmos ainda mais de perto, podemos apreciar os comportamentos e movimentos oculares (Olhamos nos olhos? Fixamente? Evitamos o olhar?
Olhamos em volta ou focamos num ponto/pessoa em específico? Piscamos muito os olhos?), a forma como usamos o espaço físico pessoal (Aproximamo-nos muito dos outros? Pouco? Recuamos quando se aproximam de nós?).
Tudo isto comunica e comunica-nos uns aos outros a todo o momento e tem um impacto enorme na forma como “colorimos” as experiências da interação com os outros, tanto “ao vivo e em direto” (durante a interação) como na forma como as situações se registam na nossa memória.
Dominar a linguagem não verbal é essencial para desenvolver a inteligência emocional, promove a confiança e enriquece as relações humanas, das mais íntimas às profissionais.
No próximo artigo, irei focar no lugar da dança dentro das linguagens não verbais, dado que esta é uma linguagem universal e incorporada – uma forma de comunicação intuitiva, culturalmente rica e emocionalmente ressoante que transcende a palavra.
SABER MAIS:
Diana Mota estudou dança contemporânea e improvisação. Posteriormente aprofundou o seu estudo nas áreas da dança, psicoterapia, saúde mental e liderança. É professora, supervisora clínica, dança movimento psicoterapeuta e drama terapeuta em serviços de saúde mental. Orienta sessões de teatro e dança inclusiva para pessoas com perturbações de desenvolvimento intelectual.
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