O LUGAR DA DANÇA NO UNIVERSO DA COMUNICAÇÃO NÃO-VERBAL

 

No vasto universo das linguagens não verbais, a dança distingue-se pela sua capacidade singular de integrar movimento, ritmo, espaço e tempo numa comunicação corporal profunda e sensível. Mais além de gestos isolados, expressões faciais ou posturas, a dança organiza o corpo em movimentos intencionais, que podem seguir estruturas coreografadas ou espontâneas. Ela é uma forma seminal de criação, expressão e comunicação humanas.

Importante, também, é o seu potencial de ser uma fala universal, ultrapassando barreiras linguísticas e culturais, permitindo que pessoas de diferentes origens partilhem uma mensagem comum através da experiência, individual ou partilhada, ou observação do movimento. Ao dançar, sentimos e podemos comunicar emoções, pensamentos e histórias, estados de espírito, construir e simbolizar relações interpessoais e comunicar conceitos abstratos.

Muito para além de uma simples atividade física, a dança é uma linguagem sensível, para além das palavras, conectando-nos com a experiência simbólica, estética e emocional de estarmos vivos e ser parte do mundo. Na linguagem da dança, o ser humano pode viver e exprimir alegria, dor, prazer, memória e desejo, criando conexões profundas consigo mesmo e com os outros.

A dança oferece, também, um terreno fértil para o ato de criação — um espaço de invenção, experimentação e liberdade, onde o corpo é o instrumento e obra ao mesmo tempo. Tanto em contextos artísticos, rituais ou quotidianos, dançar é uma forma de afirmar a existência, celebrar a vida e construir novos sentidos para o mundo que habitamos.

Na criação de comunidade, a dança tem um grande potencial, ao entrelaçar expressão individual e coletiva em espaços de movimento partilhado. No plano individual, permite-nos conectar-nos connosco mesmos, explorando as nossas emoções, limites e potências corporais. Podemos encontrar a nossa dança única e pessoal, que se distingue de todas as outras. Não há duas pessoas que dancem da mesma forma, tal como não há duas vozes iguais. No plano coletivo, a dança pode contribuir para criar espaços seguros de expressão e partilha, criar vínculos, desenvolver a empatia e ajudar a construir comunidades mais humanas e solidárias, com mais escuta mútua. Esta escuta é particularmente valorizada em práticas como a dança-terapia, a improvisação, a dança contemporânea e as danças de matriz africana, onde a comunicação é muitas vezes construída em tempo real, sem roteiro fixo.

 

SABER MAIS:

Diana Mota estudou dança contemporânea e improvisação. Posteriormente aprofundou o seu estudo nas áreas da dança, psicoterapia, saúde mental e liderança. É professora, supervisora clínica, dança movimento psicoterapeuta e drama terapeuta em serviços de saúde mental. Orienta sessões de teatro e dança inclusiva para pessoas com perturbações de desenvolvimento intelectual.

dmt_terapia@riseup.net

https://www.apdmt.pt/about-6

https://corpocompanhia.pt/coreografos/

 

Associação de Moradores e Empreendedores do Beato (AMEBEATO)

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