O movimento associativo participa com a democracia. É normal.

Vamos Falar de Associativismo (60) Adelino Soares
O movimento associativo participa com a democracia. É normal.
Num tempo em que se aproximam actos eleitorais, a presença das associações e dos seus dirigentes na vida política e cívica volta a colocar-se como tema de debate. Há quem estranhe e há quem celebre. Eu considero que é natural e desejável que as associações e os seus dirigentes participem no quotidiano democrático.
As associações representam colectivos, interesses e causas que existem na sociedade. Quando esses colectivos são chamados a participar no processo democrático, através do voto, do debate público, da apresentação de propostas ou da colaboração com órgãos autárquicos e instituições, não se está a confundir o papel de uma associação com o de um partido político. Está-se, isso sim, a exercer o direito e o dever cívico que cabe a qualquer cidadão organizado.
Os dirigentes associativos têm responsabilidades acrescidas porque falam em nome de grupos. Devem, por isso, cuidar para que a sua intervenção seja transparente, que as posições assumidas representem efetivamente os associados e que a participação não coloque em risco a missão estatutária da associação. A ponderação, a consulta interna e o respeito pela pluralidade de opiniões são práticas essenciais.
A participação do movimento associativo na democracia tem efeitos positivos no desenvolvimento das comunidades. Através de reivindicações, propostas e cooperação com outros actores sociais, as associações ajudam a transformar necessidades em políticas públicas e a aproximar decisões das pessoas que elas afectam. Além disso, a intervenção associativa contribui para a educação cívica e para o fortalecimento do tecido social.
Ser-se activo na democracia não significa abandonar a neutralidade quando ela é exigível. Existem momentos e contextos em que a associação deve manter-se distante de lógicas partidárias para preservar a sua capacidade de agregação e de trabalho com diferentes forças. Em contrapartida, há situações em que a associação, enquanto sujeito colectivo, tem de tomar posição sobre temas estruturantes para os seus fins.
Convido, portanto, os dirigentes e os associados a reflectirem sobre o papel que querem desempenhar: participar com responsabilidade, claridade e compromisso com os valores democráticos. A democracia ganha quando mais vozes organizadas contribuem para o interesse comum. Isso é normal e é saudável para a vida colectiva.
Adelino Soares
Associação de Moradores e Empreendedores do Beato (AMEBEATO)
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