O BEATO QUE EU CONHEÇO E QUERO VER CRESCER

Do campo improvisado à esperança coletiva: o Beato que queremos construir.
Quando leio as propostas da AMEBEATO, não vejo apenas ideias: vejo reflexos daquilo que vivi e continuo a viver. Cresci entre o Beato e Marvila, estudei no Externato Camilo Castelo Branco, a Escola Primária n. 58 (ambas extintas) e na Escola Luís António Verney, joguei nos espaços que hoje estão abandonados e caminhei pelas ruas que agora pedem lombas para proteger crianças.
Sei o que é correr para um campo improvisado porque não havia um espaço multidesportivo digno.
Sei o que é ver os mais velhos sentados à sombra, sem companhia, porque faltam atividades que os incluam.
Memórias que ecoam nas propostas
Estas propostas falam-me diretamente.
Quando pedem um minimercado na parte alta do bairro, lembro-me das vezes que vi vizinhos carregarem sacos pesados pelas subidas intermináveis.
Quando pedem rampas para a mata da Rua José Relvas, penso nos passeios que fiz e na falta de acessibilidade que ainda hoje afasta famílias. E quando falam em voluntariado, vejo a oportunidade de recuperar aquele espírito comunitário que conheci nos escuteiros do Agrupamento 760 Beato, onde aprendi que cuidar do outro é cuidar do nosso lugar.
Problemas que conhecemos bem
Mas também reconheço os problemas:
Passeios invadidos por ervas, ratos que assustam, obras que parecem não fazer sentido.
Já vi isso tudo. E sei que não é só uma questão estética – é dignidade.
Um bairro limpo e seguro não é luxo, é básico.
E, como pai, sei o que significa querer que a minha filha possa brincar sem medo, num espaço pensado para ela e para todos os jovens.
Esperança em forma de cultura
O que me dá esperança é ver que, no meio das queixas, há propostas para cultura, música, cinema, dança. Porque um bairro não vive só de limpeza e segurança, vive de alegria, de movimento, de encontros.
E isso é o que sempre fez do Beato um lugar especial: a mistura de histórias, de pessoas, de vida.
Vozes que cultivam o futuro
Por isso, acredito que estas ideias não são apenas desejos. São caminhos.
E cabe-nos a todos, moradores, famílias, amigos, fazer parte desta mudança.
Porque um bairro cheio de vida começa assim: com vozes que se levantam e corações que batem pelo mesmo lugar.
Eu sei disso porque cresci aqui.
E quero continuar a ver o Beato crescer, para que as próximas gerações tenham aquilo que nós sonhámos e, muitas vezes, não tivemos.
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Declaração de responsabilidade
Este texto é assinado por Luis Mendes como artigo de opinião. As opiniões expressas são do autor e não vinculam, responsabilizam ou representam a associação AMEBEATO.
Associação de Moradores e Empreendedores do Beato (AMEBEATO)
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